segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Análise: Castlevania: Harmony of Despair



O jogo já começa confuso. Apesar de contar com o retorno de Alucard e de mais cinco personagens de jogos anteriores da série, não há uma explicação de como eles se encontraram. Aliás, não há sequer uma história que explique o que está havendo e nenhum dos cenários possui qualquer tipo de ligação. O objetivo é simples: encontrar a saída do labirinto e matar o chefe final, localizado geralmente no topo do castelo. No final das contas, é apenas um jogo casual, sem trama, cujo único objetivo é divertir sem complicar.

A tentativa, porém, é em vão. Não bastasse a falta de uma razão para lutar, a mecânica do jogo não flui bem. A dificuldade é mal nivelada, ora muito fácil, ora extremamente difícil. Quem conhece a série certamente saberá as melhores táticas para destruir determinados inimigos, mas em certos trechos a quantidade de inimigos se torna incompatível com o número de jogadores ativos. Os controles são os mesmos dos demais títulos da série, mas o estilo arcade fica ainda mais explicito pela falta de opções de melhorias do seu personagem, que se limita a um nada intuitivo menu de troca de armas.

A diversão no modo multiplayer está em unir forças e se dividir pelo castelo em busca dos melhores itens. Para quem pretende jogar sozinho, um alerta: o desafio exagerado no modo solo de "Castlevania: Harmony of Despair" é um convite à irritação.

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